
COMUNICAÇÃO
Comunicar passa por trocar, dar entendimento às palavras, pois elas não estão coladas no sentido e são passíveis de análises e interpretações, muitas vezes imprecisas. É portanto, traduzir intenções e mensagens, exercício de humanidade.
Quando a comunicação circula, dando clareza, lucidez, transparência aos atos, ou aos fatos, há maior chance de compreensão. A clareza no meio corporativo, está associada ao grau de conhecimento das pessoas em relação às coisas que lhe dizem respeito: critérios, motivos que conduziram a uma decisão, a uma ação, ou às mudanças que a envolvem. É o esforço no exercício da melhor precisão… possível. Na falta dela, sobram os ruídos, o desconforto, os problemas.
A comunicação no ambiente corporativo é fonte de informação, enriquece as relações, potencializa a equipe. Amplia possibilidades de soluções, se explora a riqueza da diversidade e a novidade que dela possa advir.
- O papel da informação é revelado na própria palavra: in-formação. Mas, se quisermos que a informação funcione como uma fonte de vitalidade organizacional, temos de abandonar as nossas capas pretas de controle e confiar na necessidade que a informação tem de circular livremente, mesmo nas organizações (Wheatley MJ, 2004).
A palavra que não é dita ou bem compreendida, pode ter como destinos os equívocos, o sofrimento, e o adoecimento. A falta de transparência cria verdades isoladas, parciais, torna-se fonte de mal estar, distancia pessoas em conflitos encobertos. Palavra retidas, perseveram na mente dando maior dimensão aos fatos vividos como negativos. Nesses casos, o silêncio engendra uma falsa condição de segurança e controle, mas acaba por culminar em caminhos frequentemente equivocados. “Só uma palavra me devora, aquela que o meu coração não diz”.
É na comunicação que procuramos elaborar equívocos, contradições e incertezas, seja em nível pessoal ou das relações interpessoais. Segundo Wheatley, é na comunicação que buscamos organizar o caos pessoal, as incertezas, as contradições.
“Faça-se a luz … Faça-se um firmamento”. Podemos afirmar que a palavra é quem leva à ação e nos permite obter resultados na vida. No mundo corporativo não é diferente.
Discorrendo sobre a importância da comunicação no mundo dos negócios, Clemente Nobrega em artigo (Exame 16.10.98) destaca: “Linguagem não é papo, não é palavreado oco, bacharelesco ou rocambolesco. É qualquer código simbólico que nos permita obter resultados no mundo. O centro do mundo dos negócios é a linguagem. A linguagem, a narrativa, é essencial nele. Quer dizer, o produto é menos central do que a narrativa sobre o produto. Em business é a linguagem que se usa que leva à ação. Dentro e fora da empresa, é isso o que define resultado”.